Scorpions em Portugal...
publicado por ZePedro


Bem, este texto não passa de um relato do que se passou na terça-feira em Lisboa, mais propriamente no Pavilhão Atlântico, onde os Scorpions fizeram mais um grande show, digno de louvar. Esta é a maneira como eu vi o espectáculo:

“4/12/2007, noite fria, mas com imensas estrelas a brilhar no céu. Daqui a cerca de uma hora, seriam outras 5 estrelas a brilhar em palco.
Fui cedo para o pavilhão, e depois de passar por aquela carrada de seguranças, fui calmamente até à “banca” de t-shirts e afins, e vim de lá já “equipado” a rigor com a camisola oficial da tour.
Depois foi tempo de prosseguir para dentro do recinto propriamente dito, e lá andava o Sr. das pipocas (xD). Dirigi-me para um lugar, com uma excelente vista, e sentei-me por alguns momentos. Olhei em volta e vi que ainda havia pouca gente, e lembro-me de perguntar-me “Será que isto não enche?” (mal sabia eu que estava redondamente enganado).
Neste momento, um “DJ” vai para cima do palco, pôr música para aquecer o pessoal, e devo de dizer que ate fez um bom trabalho, pois meteu o pessoal a cantar ainda de fininho o “We Will Rock You” e com a “Knocking on Heaven’ Doors”. Nisto, reparo nas pessoas que já haviam chegado, e o pavilhão já estava cheio! Aqui estava finalmente o primeiro indício de uma noite memorável!
Bem, já estava na hora de começar, e então tiraram do palco o DJ, e lá veio o anúncio da M80, a dizer que eram os patrocinadores oficiais do concerto. O público já estava quente, e sentia-se aquela espécie de vibração, como quem diz: “nunca mais começa”! Mas, parece que a prece foi atendida e as luzes apagaram-se todas. Este gesto foi seguido de um grito sonoro e em coro de todo o pavilhão…e lá vinha o James Kottak, a correr para o seu instrumento e num gesto de saudação ao público, eleva as baquetas no ar, e finalmente entram de rompante os restantes membros da banda, começam logo a “rockar” um público sedento por Scorpions. Abriram com a “Hour 1”, e estava o delírio instalado no pavilhão. Já tinha tentado várias vezes ver Scorpions ao vivo, mas nunca tinha conseguido, por isso esta vez era especial, pois estava a ver 2 dos meus “heróis” em palco, a mostraram toda a classe que só os “monstros do rock” conseguem ter em palco. Depois, de uma troca rápida de guitarras e baixo, os Scorpions continuaram a alimentar um público até agora ao rubro, com o clássico “Bad Boys Running Wild”. O resultado? Primeira vez que o público canta em uníssono. As luzes a piscarem em tons distorcidos de verde e azul, faziam um efeito magnífico. Uns minutos depois, foi a vez de “Love’em or Leave’em”, que admita-se, esfriou um pouco o público. Quando a música acabou, pela primeira vez no show, Klaus fala para o público, preparando-nos para “The Zoo”. Mais uma vez, toda a gente a cantar e a abanar a cabeça com o espectacular som das guitarras de Schenker e Jabs, mostrando porque é que lhes chamam “virtuosos”. Passaram para o “Deep and Dark” e logo depois “Coast to Coast”, um instrumental fantástico, espalhando energia pela arena fora, até Klaus tocou numa Gibson Les Paul, fazendo talvez um dos momentos mais bonitos da noite, e um momento perfeito para a foto.
Mais uma troca de guitarras, e desta vez fiquei especado na guitarra acústica de Schenker em formato “Flying V”, nunca tinha visto nada que se parece-se com aquilo! Aí, começou uma secção acústica em que tocaram os clássicos “Holiday”, “Always Somewhere” e “Send Me an Angel”, fazendo acenderem-se isqueiros por todo o pavilhão, e novamente o fez-se sentir a presença de um público forte e consistente. Depois Klaus, fez os seus já conhecidos jogos com para com o público, distribuindo baquetas pela priemeira fila. Pequena pausa do baterista, que volta logo depois, começando com “Humanity”, “The Game Of Life”, “I’m Levaing You”, “Tease Me Please”, mostrando que o novo álbum é uma aposta ganha, e fechando a secção com a pergunta : “PORTUGAL!!!!!ARE YOU READY TO ROCK?”…logo após soaram os acordes “321 (are you ready to rock?)”, fazendo o pavilhão explodir como até então ainda não se tinha visto.

De repente a banda sai toda do palco, deixando para trás um James Kottak, que nos iria fazer passar talvez o melhor momento da noite. Kottak começa por despir a camisola, colocar a bandeira de Portugal atrás do seu set de bateria e pegar em duas cervejas e deita-las goela abaixo, fazendo jus à cultura Rock. Logo depois presenteou-nos com um solo de bateria rápido e imponente, mostrando porque é que é considerado um dos melhores do mundo, e pondo toda a gente de “joelhos” com a sua habilidade. Chegou a vez de Pawel Maciwoda, tirar da cabeça das pessoas a ideia de que o baixista é o “esquecido” em palco, e fazer um solo delicioso, tocando o intro do “Smoke on the Water” e uma música de sua autoria, em que usou e abusou do pedal de distorção. E para este solo só tenho uma coisa a dizer: “Hands Down for Pawel!”
Depois destes solos excelentemente executados, os Scorpions aplicam-nos uma sequência de clássicos que veio demolir o Pavilhão Atlântico. Começou com “Blackout” que nos fez entrar num clima de pura electricidade, e logo de seguida, soam os acordes de “Big City Nights” dando Klaus o microfone ao público. Terminaram esta secção com “Dynamite”, e logo após esta música, abandonaram o palco. Após longos gritos de “Scorpions…Scorpions…Scorpions!”, lá eles voltaram com a seguinte frase: “Well, this time is for real!”, mandando para o ar o conhecido som de “Still Loving You” fazendo reacender os isqueiros e as máquinas fotográficas. Depois mandaram mais uma balada “Wind of Change”, e toda a gente fez aquele “assobio”do intro, protagonizando para mim o momento mais comovente da noite. Mas…sentia-se aquele gostinho a rock, e todo o público esperava ansiosamente pela música que fez os Scorpions escalarem montanhas, e o verdadeiro hino dos mesmos: “Rock you like a hurricane!” Lá Schenker nos fez a vontade, e manda os incontornáveis acordes da música que fez toda a gente saltar, pois nesse momento o público rendeu-se à banda.
Parecia que tinha tudo acabado ali, mas após muitos pedidos, os Scorpions lá voltam com “When the Smoke is Going Down”, para terminar em beleza um espectáculo magnífico!

Opinião Pessoal: Show quase perfeito, falhou apenas devido a algumas deficiências de som no princípio. O que me espantou mais foi a vitalidade dos músicas, mais concretamente Schenker e Klaus que andam à volta dos 60 e continuam como se tivessem 20, abanando, saltando e mostrando que a música é um elemento rejuvenescedor! Que venham mais concertos de umas das maiores lendas no mundo do Rock: Scorpions!



SetList:

Hour 1
Bad Boys
Love’em Or Leave’em
The Zoo
Deep And Dark
Coast To Coast
Send Me An Angel
Always Somewhere
Holiday
Humanity
The Game Of Life
Leaving You
Tease Me Please Me
321
Kottak Attack (Solo)
Blackout
Big City Nights
Dynamite

Bis:
Still Loving You
Wind Of Change
Rock Like A Hurricane
When The Smoke Is Going Down



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Blogger TheRock: o de Guimarães tb foi muito bom! 09/12/07, 11:54  

Anonymous Anónimo: Em Lisboa tocaram a "Send Me An Angel"? Que inveja. Em Guimarães não...
E o solo de Pawel Maciwoda não teve o intro da “Smoke on the Water” mas sim da "Enter The Sandman". 09/12/07, 14:34  

Blogger Guitar_Hero: Pois em Guimarães em não sei se tocaram, mas em Lisboa, tenho quase 100% de certeza que o intro era do "Smoke on the Water".

Cumprimentos 09/12/07, 16:51  

Blogger TheRock: em Guimarães foi a enter the sandman ya 11/12/07, 21:42  

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